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Dicas - Alimentos

QUAL A DIMENSÃO DO PROBLEMA DE INFESTAÇÃO DE PRAGAS EM ÁREAS ALIMENTÍCIAS?

O problema de infestação por pragas em setores de alimentação gera situações altamente críticas. A mídia explora com insistência os casos de falhas, reforçando os aspectos negativos, ainda mais agora, com legislação relativa a crimes hediondos para fármacos. Contaminação de alimentos é crime inafiançável!

Os novos conceitos de qualidade , segurança e saúde colocam hoje em realce as ações preventivas. Atitudes pró-ativas são imprescindíveis para assegurar um produto seguro e saudável.

No Brasil e no mundo, as ocorrências de contaminação não são mais aceitas de forma passiva pelos consumidores. A legislação prevê com detalhes os itens de Boas Práticas de Fabricação, tanto no Ministério da Saúde como no da Agricultura.

E tais regulamentações prevêem o sistema de Controle Integrado de Pragas, justamente para minimizar o risco de infestação.

Um pequeno detalhe pode levar à perda de produtos. Uma pequena falha pode comprometer instalações e funcionários. Um pequeno inseto pode gerar uma internação ou óbito. Um pequeno roedor pode causar gigantescos prejuízos, não só materiais, como legais, jogando na lama a imagem e a credibilidade da empresa além de ações indenizatórias e por vezes, o fechamento.

Todos o procedimentos internacionais de auditoria: FDA, Codex, USDA e o check list dos ministérios e secretarias dão peso à inexistência de pragas, instalações de barreiras, higiene nas áreas. Tudo isso, para evitar doenças, prevenir perdas desnecessárias, proporcionando mais vida.

A medida da dimensão do problema reside aí. Em área alimentícia, nosso produto é vida. E a segurança da Vida deve ser almejada a todo custo.

Fonte: José Carlos Giordano


QUAL O NOSSO PAPEL NA ORIENTAÇÃO E COMBATE A ESSAS PRAGAS?

Nossa missão, como profissionais atuantes na área de saúde alimentar, é de inicialmente promover a sensibilidade de todos, para efetivamente fomentar a tomada de ações preventivas. É mostrar os prejuízos da não adoção do CIP, as situações inaceitáveis, aquilo que gera a iniciativa imediata de melhorar.

No segundo momento, apresentar as ferramentas para transformar falhas, riscos e problemas em oportunidades de melhorias. O conceito hoje mundialmente difundido é o máximo de higiene e qualidade e o mínimo de recursos químicos. Interação entre ambiente e homem é a nova visão. A globalização padroniza os valores de cuidados, registros e ações conjuntas.

No evento técnico que realizamos em agosto na Universidade São Judas, nosso amigo Ted Granovsky apresentou para um público de mais de 200 pessoas, ações basicamente de GMP.

Outro papel importante para nós que somos geradores de mudança: capacitar pessoas. Orientar, treinar, explicar o que é o CIP (Controle Integrado de Pragas), exercitar monitoramentos, inspeções, etc.

Ações corretivas de combater as pragas avistadas é gastar tempo e dinheiro com os efeitos, com a ponta do iceberg.

As causas, a não geração das pragas, se combatem com informação, educação, estratégias de qualidade e higiene. Não o futuro, mas o próprio momento presente que passamos exige integração do CIP com os programas de GMP, HACOP, SSOP, 5S's. Nosso papel é de sermos articuladores.

Ninguém é obrigado a abraçar esses conceitos, mas se atua com alimentos, com certeza absoluta cedo ou tarde terá que entendê-los.

Fonte: José Carlos Giordano 
 

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